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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Singela flor,
branca em neve.
Onde irei te pôr
para que ninguém te leve?

No meu coração não queres ficar,
mas não posso te deixar livre ao ar.
Também não posso te prender,
porque, assim, irei te perder.

O que faço?
Porei em ti um laço,
coisa que você não tinha,
para enfeitar-te, florzinha.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um pouco de mato
ao pé de asfalto.
Vida que nasce,
mas que nunca cresce.

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Linguagem" da NET - Parte II

Da última vez que postei estava um pouco revoltado com o mundo (risos). Mas já me conformei, e até dou certa razão a quem apóia a "linguagem da NET", quem a defende e tal. E tem mais... ao reler o que eu escrevi, percebi que estava parecendo um Pasquale Cipro Neto (não sei se é assim que se escreve), defensor da norma padrão - diga-se de passagem, variedade essa que, se existir, ninguém usa com perfeição - e dos bons costumes...

É claro que ainda me causa estranheza o uso, ainda errôneo, do "mim" feito pelos "orkuteiros", mas também não sou "tapado" a ponto de não reconhecer que o ambiente virtual favorece esse tipo de fenômeno, assim como a abreviação de certas palavras para facilitar e agilizar a comunicação entre os "internautas", etc.

Não sou dono da verdade, nem pretendo ser, como fazem certas pessoas (que por sinal ganha muito dinheiro por isso), mas acredito ser necessário manter-se certa reserva com relação a certas construções que ferem as regras empíricas da organização linguística atual. Falei bonito neh?!

Depois eu escrevo mais...

sábado, 24 de janeiro de 2009

"Linguagem" da NET - parte I

Eu gostaria que alguém me explicasse por que as pessoas que usam esses sites de relacionamento (orkut, por exemplo), escrevem "mim" em vez de "me" ou coisa do tipo. Parece-me que isso virou uma regra sintática, como se estivéssemos diante de um revolução da linguagem em que essa "nova regra" tenta derrubar ou derrotar a regra vigente.

O que me motivou a escrever foi um recado que eu vi num perfil quando "fuçava" o orkut de uma pessoa. Tudo bem que exista essa "linguagem digital" ou "linguagem da Net", da qual tantos lançam mão para disfarçar os erros que cometem, mas é um saco quando você está lendo uma coisa e o cara escreve: "Você não mim disse que vinha ontem".

Eu até perdoo a inadequação verbal, mas esse "mim" dá uma dor na cabeça que... pelo amor de Deus.

E sabe mais o que parece que está acontecendo? Não? Parece que as pessoas que não conhecem as regras veem isso escrito e pensam que estavam errando (já que tanta gente escreve do mesmo jeito) a utilização desses pronomes. Eu sei que isso não vai ser lido por muita gente, talvez ninguém leia, contudo fica aqui o meu protesto contra a "inguinorância" do mundo digital.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Educação de verdade

Vivemos num país onde a educação começa a ser valorizada, contudo, num ritmo muito lento. O que é uma pena, já que existem tantas pessoas necessitadas de uma boa educação nesta imensa pátria. Estamos quase terminando a primeira década do século 21, o Brasil se moderniza a passos largos e os indíces que medem a educação pública brasileira, seja a nível fundamental, médio ou superior, estão lá em baixo.

É inevitável alguém não levar a culpa por isso, mas de quem é a culpa?

Como sou professor, ouço dos meus colegas de profissão que a culpa é do governo que não remunera a classe como ela mereçe. Está história de piso salarial vai dar muito o que falar ainda, como diz minha avó, "ainda tem muita água pra correr por debaixo dessa ponte!"

Pensar num país onde as pessoas sejam remuneradas pelo qualidade do trabalho que fazem parece uma realidade muito distante ainda. É lógico que existem profissionais de péssima qualidade, que deixam toda uma classe desmoralizada, mas o que dizer daqueles que dão, praticamente, seu sangue por aquilo que acreditam ser o certo a ser feito, daqueles que passam noites em claro corrigindo provas e redações só para poder dizer aos alunos em ponto eles precisam melhorar, daqueles que elaboram projetos visando o maior aproveitamento, por parte dos alunos, daquilo que está sendo ministrado em sala de aula, daqueles professores que tentam, com toda força que ainda lhes resta, melhorar o ambiente da escola?

Ora, deixem de brigar, deixem de fazer isso, porque não vai dar em nada, vocês estão perdendo tempo e ainda vão ser acusados de estarem tentando se auto promover...

É claro que não, não podemos dizer isso, temos que nos juntar a eles e lutar por uma educação mais justa e igualitária, à Paulo Freire. Lutemos por uma EDUCAÇÃO de verdade!

sábado, 30 de agosto de 2008

Teleco

Uma lebre,
num casebre,
com febre.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Olhei para trás,
pensei no que vivi
e lembrei do que não fiz.

Será que perdi tempo?

Minha vida se parece
com um livro que eu li.
Porém, houve nele,
coisas que não vi.

Será que perdi tempo?
Não. Em nenhum momento.

Tenho a oportunidade
de reler o que não li,
de rever o que não vi,
de viver o que não vivi...